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segunda-feira, fevereiro 13, 2012

AS MUSAS SÃO PARA SEMPRE !

terça-feira, abril 19, 2011

19 de Abril - Comemorar o que ?

Comemorar o que ?...

De 1500 até os dias de hoje, praticamente exterminamos os Índios Brasileiros.

Estimativas da população indígena na época do descobrimento apontam que existiam no território Brasileiro, mais de mil povos, sendo cinco milhões de indígenas. Hoje em dia, são 227 povos, e sua população está em torno de 400 mil. As razões para isso são muitas, desde agressão direta de colonizadores a epidemias de doenças para as quais os índios não tinham imunidade ou cura conhecidas.

Durante o século XIX, com os avanços em epidemiologia, casos documentados começaram a aparecer, de brasileiros usando epidemias de varíola como arma biológica contra os índios. Um caso "clássico", segundo antropólogo Mércio Pereira Gomes, é o da vila de Caxias, no Sul do Maranhão, por volta de 1816. Fazendeiros, para conseguir mais terras, resolveram "presentear" os índios timbira com roupas de pessoas infectadas pela doença (que normalmente são queimadas para evitar contaminação). Os índios levaram as roupas para as aldeias e logo os fazendeiros tinham muito mais terra livre para a criação de gado. Casos similares ocorreram por toda América do Sul. As "doenças do homem branco" ainda afetam tribos indígenas no Amazonas.

Hoje, os poucos e legítimos proprietários desta Terra Brasilis, vivem em reservas, e lutam para não serem escurraçados também, destels locais...



(...)

Pois na sua história, o índio
É o exemplo mais puro
Mais perfeito, mais belo
Junto da harmonia da fraternidade
E da alegria,

Da alegria de viver
Da alegria de amar
Mas no entanto agora
O seu canto de guerra
É um choro de uma raça inocente
Que já foi muito contente
Pois antigamente

Todo dia, toda hora, era dia de índio...

sexta-feira, abril 01, 2011

TRIBUTO À MARVIN GAYE

Há 27 anos, perdiamos um dos maiores ícones da música internacional.

Marvin Pentz Gay Jr., foi um cantor popular de soul e R&B, arranjador, multi-instrumentista, compositor e produtor. Ganhou fama internacional durante os anos 60 e 70 como artista da gravadora Motown.

Nos deixou tragicamente em 1984, mas fica um legado inconfundível... Clássicos Maravilhos como

Stop, Look, Listen e You are everything em dueto com Diana Ross, Ain't No Mountain High enough em dueto com Tammi Terrell, I Heard It Through the Grapevine, My Mistake, Let's get it on, e What's going on ...

Fica nossa homenagem a este Grande Astro da Música Negra Intenacional !!!...



What's Goin' On The Veronicas
It's 3 a.m.
São três da manhã

I start to cry
Eu começo a chorar

I'm alone again
Eu estou sozinho de novo

I try so hard not to fall in love
Tento tanto não me apaixonar

But here I am
Mas aqui estou eu

And you couldn't even pretend
E voce não conseguiu nem fingir

That you cared if this was the end
Que você se importaria se esse fosse o fim

CHORUS:
All the things you said to me
Todas as coisas que você me disse

Won't even matter
Não irão importar

Do what you want
Faça o que voce quiser

'Cause I'm not gonna save you baby
Porque não vou te salvar, meu bem

What's goin' on?
O que está acontecendo?

We don't care
Nós não nos importamos

We don't fight
Nós não brigamos

We don't even know what's wrong or right now baby
Nós nem sabemos o que é certo ou errado, meu bem

What's goin' on?
O que está acontecendo?

What's goin' on?
O que está acontecendo?

There's nothing else I can say
Não há mais nada que eu possa dizer

What can I do?
O que eu posso fazer?

We might have worked out someday
Nós podemos ter resolvido isso algum dia

But it takes two
Mas demoram dois

And you couldn't even pretend
E você não conseguiu nem fingir

That you cared if this was the end
Que se importaria se esse fosse o fim

segunda-feira, outubro 04, 2010

O Samba perde um Baluarte - Adeus Seu Nenê



O fundador da escola de samba Nenê de Vila Matilde, Alberto Alves da Silva, morreu na madrugada desta segunda-feira (4) em São Paulo. Seu Nenê da Vila Matilde, como era conhecido, tinha 89 anos e estava internado no Hospital Tatuapé, na Zona Leste, de acordo com informações da escola.

Ele foi internado no hospital há alguns dias com uma gripe muito forte. O velório será realizado na quadra da escola, na Penha, Zona Leste de São Paulo. O local do enterro ainda não foi definido.

Seu Nenê fundou a escola em 1949 junto com um grupo de sambistas que faziam rodas de samba no Largo do Peixe, no bairro da Vila Matilde. Ele ficou à frente da agremiação por 47 anos, até 1996, quando passou o comando para seu filho, Alberto Alves da Silva Filho, conhecido como Betinho, devido a problemas de saúde.

Mesmo afastado, ele continuou desfilando todos os anos pela escola – apenas em 2008 ele não pode participar da apresentação, também por causa da saúde. Em 2010, quando a escola venceu o Grupo de Acesso e voltou ao Especial, seu Nenê participou do desfile das campeãs sentado em um dos carros alegóricos, segurando a taça da vitória.

Em entrevista em 2008, ele contou que o carnaval de 1985 foi uma festa inesquecível – a escola ganhou o título em São Paulo e participou do desfile das campeãs no Rio de Janeiro.

Fonte: Bom Dia São Paulo/Rede Globo SP

NOSSOS SINCEROS SENTIMENTOS E RESPEITO À FAMÍLIA AZUL E BRANCO.

terça-feira, agosto 03, 2010

Marvin Gaye - What's Going On




A MENSAGEM É TÃO SIMPLES... POR QUE ATÉ HOJE, A GENTE INSISTE EM NÃO ENTENDER ????? ... O QUE STÁ ACONTECENDO ?????



MARVIN GAYE - 1971 [ WHAT’S GOING ON – O QUE ESTÁ ACONTECENDO ? ]

MOTHER, THERE'S TOO MANY OF YOU CRYING
Mãe, existem muitas como você chorando

BROTHER BROTHER BROTHER, THERE'S FAR TOO MANY OF YOU DYING
Irmão, existem muitos como você morrendo

YOU KNOW WE'VE GOT TO FIND A WAY
Você sabe que temos que encontrar um modo

TO BRING SOME LOVING HERE TODAY
De trazer algum amor aqui hoje

FATHER, WE DON'T NEED TO ESCALATE
Pai, nós não precisamos nos afirmar

(YOU SEE) WAS IS NOT THE ANSWER
(Você vê) Guerra não é a resposta

FOR ONLY LOVE CAN COMPREHEND
Pois só o amor pode compreender

YOU KNOW WE'VE GOT TO FIND A WAY
Você sabe que temos que encontrar um modo

TO BRING SOME LOVING HERE TODAY
De trazer algum amor aqui hoje

( *** ) SO PICK IT'S LIGHT
Portanto junte sua força

PICK IT'S SOUND
Junte seus sons

DON'T PUNISH ME
Não me castigue

WITH BLUE TIRED TEARS
Com tristes e cansadas lágrimas

TALK TO ME
Converse comigo

SO YOU'LL CAN SEE
E você verá

( 04 X ) WHAT'S GOING ON ?
O que está acontecendo ?

MOTHER, MOTHER, EVERYBODY THINKS WE ARE WRONG
Mãe, todos pensam que estamos errados

BUT WHO ARE THEY TO JUDGE US ?
Mas quem são eles para nos julgar ?

SINCE THE PROBLEMS WE HAD ARE GONE
Desde que os problemas que tínhamos se foram

YOU KNOW WE'VE GOT TO FIND A WAY
Você sabe que temos que encontrar um modo

TO BRING SOME OF THEM US HERE TODAY
De trazer algum amor aqui hoje ( De trazer alguns deles aqui hoje )

SO PICK IT'S LIGHT
Portanto junte sua força

quinta-feira, julho 22, 2010

Barry White



Barrence Eugene Carter, mais conhecido como Barry White (Galveston, 12 de Setembro de 1944 — Los Angeles, 4 de Julho de 2003) foi um cantor e produtor musical norte-americano. Compositor de inúmeros sucessos em estilo soul e disco e de baladas românticas, e um intérprete com voz profunda e grave.

Criou-se no gueto negro da cidade de Los Angeles. Como outros cantores norte-americanos de sucesso, também cantou em coral de igreja na juventude. Foi um adolescente inconseqüente, que acabou preso aos dezessete anos de idade por roubar pneus. Na prisão, decidiu mudar de vida e de amigos.

Obteve grande êxito como intérprete de baladas românticas nos anos 60. Em 1972 criou o trio feminino Love Unlimited. Posteriormente aproveitou este nome para batizar seu grupo de acompanhamento, a Love Unlimited Orchestra.

Foi considerado um dos precursores da disco' music com o lançamento, em 1974, dos sucesos Can't Get Enough of Your Love, Babe, You´re the first, the last, my everything e a instrumental (da Love Unlimited Orchestra) Love´s Theme. Em 1975, veio What I´m gonna do with you. Em 1976, Let the music play. Em 1979, sua Love Unlimited Orchestra lança o hit I´m so glad that I´m a woman. No início dos anos 80, esteve no Brasil, e, antes da turnê, lançou Rio de Janeiro.

Em meados de 80 , em conjunto com a cantora Lisa Stansfield , gravou um de seus grandes sucessos : All Around The World . Sua simplicidade e simpatia aliado a sua grande versatilidade em interpretar temas românticos , tornou essa parceria inesquecível.

Em fins dos anos 90, apareceu várias vezes na série de TV Ally McBeal, o que contribuiu para revitalizar sua carreira. Foi também inspirador do personagem "Chef" do desenho animado South Park. Lançou em 1999 uma autobiografia.

No ano 2000 ganhou dois prêmios Grammy nos quesitos de melhor música tradicional e R&B por Staying Power.

Morreu no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles aos 58 anos, vítima de falência renal. Padecia de pressão alta e estava à espera de um transplante.

Abaixo, uma montagem especial da Rádio Antena 1, com grandes sucessos deste Ícone da Música Negra Internacional.


quinta-feira, julho 01, 2010

Morre Abílio Manoel


Abilio Manoel - Pena Verde


Triste Notícia...

Faleceu na noite de terça-feira, 29/06, o vencedor do Festival Universitário de MPB da TV Tupi em 1969, Abílio Manoel. O cantor do sucesso 'Pena Verde' morreu devido a um enfarto, aos 63 anos de idade. Contemporâneo da Jovem Guarda, o cantor dedicou-se mais ao estilo MPB e teve presença destacada nos anos 60 e 70.

Abílio estava em férias na Bahia e tinha programado para hoje, quarta-feira, a volta para São Paulo, onde morava. De acordo com a filha do cantor, ele passou mal durante a noite e foi levado para o hospital, mas não resistiu.

Nascido em Portugal, era então estudante de física na USP quando optou pela música. O cantor e compositor Abílio Manoel foi vencedor de vários festivais universitários no Brasil e Chile. Mas se consagrou após 1969, ao vencer o Festival Universitário da TV Tupi.

Entre os maiores sucessos do cantor estão “Pena Verde”, “Andreia”, "Tudo azul n'América do Sul", e “Luiza Manequim”. O corpo do cantor vai ser cremado no cemitério da Vila Alpina, em São Paulo.

Fonte: Portal de Notícias Agora Vale

quarta-feira, junho 16, 2010

Fire in Soweto

Dia da Juventude: O massacre a favor da Consciência Negra


Fire in Soweto - Sonny Okossum



JOANESBURGO - A Copa do Mundo favorece a celebração, especialmente em dia de jogo da grande anfitriã com uma equipe tradicional, forte e que promete fazer um belo espetáculo. A partir das 20h30 (15h30, de Brasília) África do Sul enfrenta o Uruguai, mas não é apenas a partida que faz do dia de hoje mais especial. Há 34 anos, ainda durante o apartheid, o 16 de junho entraria para a história do país, devido a um evento trágico.

Mas de 10 mil estudantes (recebidos a bala) foram às ruas de Soweto com cartazes que diziam: “Abaixo o Afrikâans”. Eles falavam zulu, xhosa, tsonga, sotho e as outras línguas locais desejando seguir devotos à própria cultura, sem a obrigação de aprender o idioma dos colonizadores. “Por que falar a língua de um povo que nos aprisionou? Já tínhamos que seguir muitas regras. Não podíamos freqüentar os lugares onde tínhamos nascido e aí queriam nos obrigar a falar afrikâans?”, perguntou o sul-africano Thebo Moklate, de 50 anos, que vive em Soweto, o cenário de um dos maiores massacres estudantis do período do apartheid. A foto de Hector Pieterson (de apenas 12 anos), morto após o ataque violento da polícia, ficou eternizada. Rodou o mundo, levando repúdio ao sistema implantado na África do Sul, que apenas naquele ano matou cerca de 700 jovens em protestos ao longo dos meses.

Steve Biko: o líder da Juventude



A revolta contra o governo foi influenciada por Steve Biko, um dos grandes ativistas sul-africanos e fundador do movimento Consciência Negra, proibido pelo governo após o massacre. Inspiração dos estudantes, Biko também foi o fundador, em 1968, da União Nacional de Estudantes Sul-Africanos tornando-se presidente honorário da Convenção dos Negros em 1972. Devido ao seu ativismo contra o apartheid em 1973, ele foi banido pelo governo, sendo proibido de se comunicar com mais de uma pessoa por vez. Nesse mesmo ano, a Organização das Nações Unidas considerou o apartheid um crime contra a humanidade. Mesmo assim, ele encontrava mecanismos de burlar o exílio para levar à mensagem de valorização da raça negra.

O propósito dele era que os negros entendessem que eles não eram inferiores, que eles poderiam sim ocupar cargos importantes na terra onde nasceram. O que se tornou realidade apenas após o fim do apartheid... A sul-africana Thefubi Mshane acredita que as ideias de Biko transformaram a percepção dos negros em relação às suas capacidades. As profissões de seus ancestrais sempre estiveram ligadas às atividades secundárias, cuja maior exigência não era a técnica ou a intelectual. Eles dificilmente conheciam um professor, médico, e principalmente um engenheiro negro. “Nós não tínhamos nem a possibilidade de sonhar em seguir algumas carreiras. Poucos conseguiam. Hoje, os jovens negros tem chances maiores”, disse a moradora de Soweto ao JB.

Poucos negros chegavam à universidade, e menos ainda saíram do país para estudar no exterior. Havia um abismo entre o potencial intelectual explorado entre brancos e negros. Isso já estava tão inerente, tão assimilado que dava a sensação de que o cenário seria permanente, eterno.

Sistema de ensino para os negros era limitado

Um cenário que era mudado pelo discurso autoconfiante de Biko que alimentava o ego desnutrido e raquítico dos negros. Vale ressaltar que desde 1955, o governo implantara um sistema de ensino específico para os negros, que tinha como lição principal ensinar que os mesmos eram inferiores. As aulas e todo o sistema orientavam os sul-africanos de pele escura para um mercado de trabalho não-qualificado. Muitas matérias foram excluídas, já que não eram necessárias à formação de um aluno negro. Os investimentos no ensino da população negra foram reduzidos drasticamente e os salários dos professores também. Milhões de negros protagonizaram esse abismo na educação do próprio país, que gastava com os negros um décimo do que era gasto com os brancos. As escolas dos negros eram muito precárias. Muitas não tinham eletricidade, nem água corrente.

Antes da tentativa de instituir o afrikâans, o governo tornou o inglês obrigatório nas escolas dos negros. Muitos se recusavam e não se esforçavam. E isso não era coisa muito antiga não. Na adolescência de Thebo ele viu muitos casos como até mesmo em Soweto. Nas áreas mais carentes e rurais espalhadas pela África do Sul ainda há muitos negros que não entendem bem o idioma. Grande parte desses não foi à escola, mas há os que simplesmente se recusaram aprender. De certa forma, o inglês foi uma solução para que sul-africanos, independentemente da raça, pudessem interagir com outros grupos. Mesmo a contragosto, os negros entendiam essa necessidade.

“Eles nos chamavam de kaffir, (expressão ofensiva direcionada aos negros como a versão sul-africana do níger), enquanto nós tínhamos que chamá-los de baas, (senhores em afrikâans). E depois disso, ainda tínhamos que conhecer a cultura deles...”, contou Thebo, que se recusa a falar um Hallo (Olá, em afrikâans), apesar de o seu maior ídolo saber muito bem a língua dos baas.

Como Mandela seduziu seus detratores



Conforme os movimentos de repressão ao apartheid foram se intensificando e as retaliações ficando mais agressivas, Mandela pensou que o melhor caminho para a África do Sul seria dar dignidade aos negros de forma pacífica, fazendo alianças e conquistando, aos poucos, seus maiores inimigos. Mesmo atrás das grades, ele exercia grande influência sobre o mar negro que se formava a cada protesto. Naquele momento, Mandela queria influenciar os brancos.

O jogo de sedução que durou duas décadas levou o primeiro presidente sul-africano negro a estudar afrikâans. Além da língua, ele aprendeu sobre seus gostos, costumes, medos e paixões. De opositor, ele tornou-se admirador de rúgbi, um conhecedor nato que intrigava até mesmo os brancos mais especialistas. Conhecendo a cultura do inimigo, Mandela pode se aproximar e se mostrar aos seus detratores. Ele tratava os policiais com gentileza e seriedade. Acabou criando muitos amigos desta forma e levou o sonho da democracia para seu povo.

Foi uma estratégia lenta que ofereceu um novo caminho para o banho de sangue que era esperado. Mas enquanto Mandela aprendia a língua dos afrikâaners, encarcerado na Robben Island, os jovens de Soweto repudiavam a sua obrigatoriedade iniciando uma série de confrontos que começaram no dia 16 de junho de 1976, deixaram mais de 700 estudantes mortos e milhares de feridos durante o ano.

Ídolo dos jovens, Biko era contra as lições de inferioridade dada aos negros por ordem do governo branco. “Ele queria que os negros tivessem a consciência de sua capacidade e que ocupassem importantes postos na sociedade”, falou Thebo. Mesmo exilado e vigiado 24 horas pela polícia, Biko influenciava, inspirava e conspirava a favor de uma África do Sul justa.

Em uma de suas escapadas, especificamente no dia 6 de setembro de 1977, Biko ele foi reconhecido em uma blitz e levado para a prisão. Durante dias consecutivos, ele sofreu inúmeras agressões. Em 11 de setembro, foi diagnosticado com uma lesão cerebral. Os policiais não o levaram para o hospital mais próximo optando pelo de Pretoria, que ficava a quase mil quilômetros da prisão na Cidade do Cabo. Biko morreu a caminho e o governo alegou que o motivo da tragédia teria sido a greve de fome. Uma inverdade que logo ganhou o mundo graças a um branco: Donald Woods.

Um branco a favor da juventude negra

Donald Woods era descendente britânico e sua família estava há cinco gerações na África do Sul, especificamente em Eastern Cape, que o ajudou na fluência em afrikâns e xhosa, já que a província reúne muitas fazendas de afrikâaners e a concentração do povo xhosa. Desde que o Partido Nacional assumiu o poder, o editor-chefe do Daily Dispach, veículo que seguia uma política anti-apartheid começou a questionar as regras separatistas. Ele rejeitou até mesmo a política de assentos na redação do jornal, permitindo que negros, brancos e coloureds sentassem lado a lado.

Porém, mesmo em desacordo ao regime, ele tinha um receio quando às idéias de Biko, que aos olhos do governo, eram revolucionárias e perigosas. Woods foi conhecer Biko e ficou extremamente tocado. Com exceção dos policiais, os brancos não conheciam de perto a realidade de seus conterrâneos, que viviam a margem de sua comodidade. Woods passou a experimentar esse lado sul-africano na companhia do líder negro. Logo os dois de origem tão distantes, de mundos tão diferentes começavam a falar a mesma língua. Woods se tornou um grande amigo e confidente de Biko.

E por isso ele tomou para si a responsabilidade de contar ao mundo o que, de fato, tinha acontecido ao amigo. Foi ele quem ordenou que seu fotógrafo tirasse registrasse o corpo de Biko ainda no necrotério provando que ele havia sido brutalmente agredido e que a causa de sua morte não era um suicídio por enforcamento, mas sim um terrível espancamento. Woods desmascarou a justiça sul-africana tornando-se consequentemente um grande inimigo do governo. Para Idah, que também vive em Soweto, o sul-africano se tornou um exemplo de luta pela igualdade. “Woods não era um branco como a maioria. Ele tinha mais sensibilidade e estava cansado de tanta impunidade. Certamente ele foi um dos que teve importância na luta contra o regime”, opinou Idah.

O jornalista foi para Londres onde conseguiu asilo político tornando-se um porta-voz do ativismo anti-apartheid. Espalhou pela imprensa mundial as fotos com as marcas no corpo de Biko e publicou um livro com a sua história, uma biografia do grande líder da Consciência Negra que leva o nome do próprio personagem. O retorno à África do Sul antecedeu as primeiras eleições democráticas do seu país. Nas eleições do dia 27 de abril, reconhecendo os seus esforços, a multidão que aguardava para votar, deu a ele um lugar de honra para que ele pudesse ser o primeiro a votar. Mas mesmo com as provas de Woods, o Ministério Público anunciou em 2003 (dois anos após a morte de Woods em decorrência de um câncer) que os policiais envolvidos não seriam processados. O Estado não se responsabilizava.

Fonte: NATALIA DA LUZ, JB Online

terça-feira, junho 15, 2010

Wilson Simonal

Momento Histórico, Wilson Simonal e Sarah Vaughan

Mário Prata, de “O Estado de São Paulo”, escreveu uma crônica em 1995, apelando para que reconhececemos o talento do Grande Simonal ainda em vida...

Mais uma vez, não conseguimos abrir os olhos a tempo... Será que um dia a gente aprende ?...

Abaixo, crônica escrita por Mário Prata em 1995, retirada de sua página na internet:


O brasileiro adora esquecer e/ou perdoar. O Collor, por exemplo, fez o que fez e acho que já foi perdoado. Eleições futuras, em Alagoas e no Brasil, irão comprovar isso. O próprio PC já está sendo visto com certa simpatia pelos coleguinhas da imprensa. Os Sete Anões, vocês se lembram deles? Não deu em nada. E nem vai dar.
O Jânio que, com a sua renúncia, em 61, levou o Brasil a mais de trinta anos de incertezas e atrasos, foi depois perdoado e os paulistanos o colocaram na cadeira de prefeito que deveria ter sido de FHC. O Paiacã, que fez aquela sacanagem toda, já foi perdoado e esquecido. O Zico, que perdeu aquele pênalti contra a França na Copa de 86 já foi perdoado. Até mesmo o Joaquim Silvério dos Reis, hoje em dia é apenas mero tema para vestibulandos.

O que há de comum entre o Collor, o PC, os Sete Anões, o Jânio, o Paiacã, o Zico e o Joaquim Silvério? São todos brancos. Uns, bandidos. Outros, como o Zico, brasileiros da maior dignidade. Mas todos, brasileiros brancos.

Toda essa introdução acima é para falar do Wilson Simonal. Você sabe quem foi (ou quem é) Wilson Simonal? Um dos mais queridos e requisitados cantores dos anos sessenta. Bonachão, cheio de swing, uma voz afinadíssima, com uma inteligência rápida e rara no programa Essa Noite se Improvisa, brilhava ao lado de Chico, Caetano, Carlos Imperial, Gil, Roberto Carlos, Jair Rodrigues, Ellis. Um dia ele fez o Maracanãzinho cantar com ele, durante mais de meia hora, o Meu Limão, Meu Limoeiro. Quem não se lembra dele cantando Sá Marina? Naquele tempo o Brasil, na voz do Simona era mesmo Um País Tropical.

Pois um dia o falecido jornal O Pasquim (onde tive a honra de trabalhar em 72 e 73), há já distantes vinte e cinco anos, disse, em letras garrafais, na primeira página, que o Simonal era dedo-duro. Que ele teria entregue um ex-funcionário para "os homens". Pudera: um crioulinho daquele, com um dos maiores contratos publicitários da época - com a Shell, multinacional do imperialismo! - andando pra cima e pra baixo numa Mercedes branca com estofamento vermelho, boa coisa não podia ser. A esquerda caiu de pau, chicotes e archotes em cima do "malandro". Nunca ficou clara a acusação. Nem pretendo discutir isso aqui. O Simonal sumiu. Sumiu o homem e a carreira, a voz e a alegria do "champinhon". Soube, através do filho dele, o também músico Simoninha (de quem tenho o prazer de ser amigo) que ele quase morreu no ano passado. Não há fígado que resista a uma acusação de 25 anos. Todos os fígados do Brasil já foram anistiados. Menos o do Simonal.

Semana passada vi o Simonal num memorável programa da deliciosa Hebe Camargo. Está magro, abatido, mas a voz é firme, gostosa como sempre. De vez em quando, a imprensa entrevista o Simonal. Mas sempre, sempre, sempre, da primeira à última pergunta, o tema é o mesmo, e ele, quase desesperado, diz que aquilo já passou. Não passou não, Simonal. Você foi marcado para sofrer, por todos nós da esquerda, daquela e naquela época. Acho que o buraco é mais embaixo.

E foi pensando no Simonal que eu me lembrei do Barbosa, goleiro da seleção de 50. Barbosa, tão preto quanto o Simonal, levou um gol do Gighia no segundo tempo e o Brasil perdeu a Copa do Mundo para o Uruguai. De quem foi a culpa? Daquele crioulo safado. Desde então (e lá se vão 45 anos) nunca outro negro foi goleiro da seleção canarinha. Pelo contrário, são sempre jovens bonitos, que não falam nem menas nem qüestã, altos, alguns até loiros: Ado (mais bonito do que goleiro), Leão (que sempre pintou o cabelo), Carlos (o elegante), Waldir Perez (o careca sensual), Taffarel (o ariano puro), Zetti (o bom menino), Felix (baixo, mas branco), Castilho (um lord), Gilmar (a elegância em pessoa). Barbosa (negro) jamais foi perdoado. A culpa foi dele, já que deveria ser de alguém.

Simonal é o nosso Barbosa, levando petardos de todos os gighias brasileiros. Uma bola (ou uma bala) perdida passou por baixo dele e atingiu a sua alma negra. Um pai que tem um filho como o Simoninha, não pode ser ou ter sido tão perigoso e fdp assim. Num momento que o Brasil oferece exemplo de democracia e dignidade interna e externamente, é hora de se anistiar o Simonal. Que ele volte com sua voz gostosa e seu jeito de malandro aos palcos do Brasil. Deixemos que ele entre novamente em nossas casas, pela porta da frente. Ou pela gaveta de um CD.

Vamos anistiar o homem enquanto ele está vivo. Ele e nós.

quinta-feira, maio 13, 2010

KL Jay & Ed Motta

Stevie Wonder completa 60 anos no dia 13 de maio de 2010. E para comemorar, o aniversário do músico norte-americano, iG promoveu o encontro inusitado entre Ed Motta e KL Jay (Racionais Mc´s).

Você está assistindo à mistura das pick-ups de KL Jay com o vozeirão do professor Ed Motta.










sexta-feira, abril 23, 2010

Salve São Jorge Guerreiro



Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.

Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Luiz Carlos da VIDA




(... Onde houver uma crença / Uma gota de fé / Uma roda, uma aldeia
Um sorriso, um olhar / Que é um poema de fé / Sangue a correr nas veias
Um cantar à vontade / Outras coisas que a liberdade semeia
O sonho não vai acabar ...)