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segunda-feira, fevereiro 13, 2012

AS MUSAS SÃO PARA SEMPRE !

terça-feira, abril 19, 2011

19 de Abril - Comemorar o que ?

Comemorar o que ?...

De 1500 até os dias de hoje, praticamente exterminamos os Índios Brasileiros.

Estimativas da população indígena na época do descobrimento apontam que existiam no território Brasileiro, mais de mil povos, sendo cinco milhões de indígenas. Hoje em dia, são 227 povos, e sua população está em torno de 400 mil. As razões para isso são muitas, desde agressão direta de colonizadores a epidemias de doenças para as quais os índios não tinham imunidade ou cura conhecidas.

Durante o século XIX, com os avanços em epidemiologia, casos documentados começaram a aparecer, de brasileiros usando epidemias de varíola como arma biológica contra os índios. Um caso "clássico", segundo antropólogo Mércio Pereira Gomes, é o da vila de Caxias, no Sul do Maranhão, por volta de 1816. Fazendeiros, para conseguir mais terras, resolveram "presentear" os índios timbira com roupas de pessoas infectadas pela doença (que normalmente são queimadas para evitar contaminação). Os índios levaram as roupas para as aldeias e logo os fazendeiros tinham muito mais terra livre para a criação de gado. Casos similares ocorreram por toda América do Sul. As "doenças do homem branco" ainda afetam tribos indígenas no Amazonas.

Hoje, os poucos e legítimos proprietários desta Terra Brasilis, vivem em reservas, e lutam para não serem escurraçados também, destels locais...



(...)

Pois na sua história, o índio
É o exemplo mais puro
Mais perfeito, mais belo
Junto da harmonia da fraternidade
E da alegria,

Da alegria de viver
Da alegria de amar
Mas no entanto agora
O seu canto de guerra
É um choro de uma raça inocente
Que já foi muito contente
Pois antigamente

Todo dia, toda hora, era dia de índio...

sexta-feira, abril 01, 2011

TRIBUTO À MARVIN GAYE

Há 27 anos, perdiamos um dos maiores ícones da música internacional.

Marvin Pentz Gay Jr., foi um cantor popular de soul e R&B, arranjador, multi-instrumentista, compositor e produtor. Ganhou fama internacional durante os anos 60 e 70 como artista da gravadora Motown.

Nos deixou tragicamente em 1984, mas fica um legado inconfundível... Clássicos Maravilhos como

Stop, Look, Listen e You are everything em dueto com Diana Ross, Ain't No Mountain High enough em dueto com Tammi Terrell, I Heard It Through the Grapevine, My Mistake, Let's get it on, e What's going on ...

Fica nossa homenagem a este Grande Astro da Música Negra Intenacional !!!...



What's Goin' On The Veronicas
It's 3 a.m.
São três da manhã

I start to cry
Eu começo a chorar

I'm alone again
Eu estou sozinho de novo

I try so hard not to fall in love
Tento tanto não me apaixonar

But here I am
Mas aqui estou eu

And you couldn't even pretend
E voce não conseguiu nem fingir

That you cared if this was the end
Que você se importaria se esse fosse o fim

CHORUS:
All the things you said to me
Todas as coisas que você me disse

Won't even matter
Não irão importar

Do what you want
Faça o que voce quiser

'Cause I'm not gonna save you baby
Porque não vou te salvar, meu bem

What's goin' on?
O que está acontecendo?

We don't care
Nós não nos importamos

We don't fight
Nós não brigamos

We don't even know what's wrong or right now baby
Nós nem sabemos o que é certo ou errado, meu bem

What's goin' on?
O que está acontecendo?

What's goin' on?
O que está acontecendo?

There's nothing else I can say
Não há mais nada que eu possa dizer

What can I do?
O que eu posso fazer?

We might have worked out someday
Nós podemos ter resolvido isso algum dia

But it takes two
Mas demoram dois

And you couldn't even pretend
E você não conseguiu nem fingir

That you cared if this was the end
Que se importaria se esse fosse o fim

terça-feira, março 01, 2011

BEBETO NO E.C. BANESPA !!!!

SALVE, SALVE RAPAZIADA !...

NÓS, DA NEGRO É LINDO, QUEREMOS CONVIDÁ-LOS PARA NOSSO PRÓXIMO EVENTO QUE SE REALIZARÁ EM PARCERIA COM O DJ BITTA E A PARTICIPAÇÃO DO DJ BELÔ...

PARA QUE A NOITE SEJA COMPLETA, CONTAMOS COM A PRESENÇA SEMPRE MARCANTE DE TODOS VOCES, PÚBLICO FIEL, QUE NOS ACOMPANHA EM TODA NOSSA LONGA TRAJETÓRIA...

DOS BAILES NOS PORÕES DE LANCHONETES NO INÍCIO DOS ANOS 80, ÀS MEMORÁVEIS FESTAS NO INDIANO EM QUE TIVEMOS INCLUSIVE, A PRESENÇA DO GRANDE SOUL MAN “CARLOS DAFÉ”...

DIA 28 DE MAIO DE 2011, ESCREVEREMOS MAIS UM CAPÍTULO DESSA HISTÓRIA DE AMIZADE E DE GRANDES E VALOROSOS ENCONTROS... TEREMOS O PRAZER DE APRESENTAR O REI DO SUINGUE E DO SAMBAROCK, GRANDIOSO BALUARTE DESSE MOVIMENTO QUE RESISTE A TUDO E A TODOS...

ROBERTO TADEU DE SOUZA, NASCIDO EM SAO PAULO NO DIA 7 DE SETEMBRO DE 1947... CONHECIDO POPULARMENTE COMO: BEBETO... CANTOR, COMPOSITOR E VIOLINISTA, CONSIDERADO O GRANDE ÍCONE DO SAMBAROCK... DESDE O SEU PRIMEIRO LP, LANÇADO EM 1975, ATÉ OS DIAS DE HOJE, SEMPRE FIEL A SEU INCONFUNDÍVEL SUINGUE...

A BELEZA É VOCE MENINA, SEGURA A NÊGA, FLAMENGÃO, MENINA CAROLINA, PRAIA E SOL, NÊGA OLÍVIA, MINHA PRETA, ENTRE TANTAS OUTRAS...

VOCE NÃO PÓDE PERDER MAIS ESTE ENCONTRO !... DIA 28 DE MAIO DE 2011 Á PARTIR DAS 22:00HS...

DJ BITTA & RAPAZIADA NEGRO É LINDO APRESENTAM; BEBETO & BANDA AO VIVO !!!!

terça-feira, agosto 03, 2010

Marvin Gaye - What's Going On




A MENSAGEM É TÃO SIMPLES... POR QUE ATÉ HOJE, A GENTE INSISTE EM NÃO ENTENDER ????? ... O QUE STÁ ACONTECENDO ?????



MARVIN GAYE - 1971 [ WHAT’S GOING ON – O QUE ESTÁ ACONTECENDO ? ]

MOTHER, THERE'S TOO MANY OF YOU CRYING
Mãe, existem muitas como você chorando

BROTHER BROTHER BROTHER, THERE'S FAR TOO MANY OF YOU DYING
Irmão, existem muitos como você morrendo

YOU KNOW WE'VE GOT TO FIND A WAY
Você sabe que temos que encontrar um modo

TO BRING SOME LOVING HERE TODAY
De trazer algum amor aqui hoje

FATHER, WE DON'T NEED TO ESCALATE
Pai, nós não precisamos nos afirmar

(YOU SEE) WAS IS NOT THE ANSWER
(Você vê) Guerra não é a resposta

FOR ONLY LOVE CAN COMPREHEND
Pois só o amor pode compreender

YOU KNOW WE'VE GOT TO FIND A WAY
Você sabe que temos que encontrar um modo

TO BRING SOME LOVING HERE TODAY
De trazer algum amor aqui hoje

( *** ) SO PICK IT'S LIGHT
Portanto junte sua força

PICK IT'S SOUND
Junte seus sons

DON'T PUNISH ME
Não me castigue

WITH BLUE TIRED TEARS
Com tristes e cansadas lágrimas

TALK TO ME
Converse comigo

SO YOU'LL CAN SEE
E você verá

( 04 X ) WHAT'S GOING ON ?
O que está acontecendo ?

MOTHER, MOTHER, EVERYBODY THINKS WE ARE WRONG
Mãe, todos pensam que estamos errados

BUT WHO ARE THEY TO JUDGE US ?
Mas quem são eles para nos julgar ?

SINCE THE PROBLEMS WE HAD ARE GONE
Desde que os problemas que tínhamos se foram

YOU KNOW WE'VE GOT TO FIND A WAY
Você sabe que temos que encontrar um modo

TO BRING SOME OF THEM US HERE TODAY
De trazer algum amor aqui hoje ( De trazer alguns deles aqui hoje )

SO PICK IT'S LIGHT
Portanto junte sua força

quinta-feira, julho 01, 2010

Morre Abílio Manoel


Abilio Manoel - Pena Verde


Triste Notícia...

Faleceu na noite de terça-feira, 29/06, o vencedor do Festival Universitário de MPB da TV Tupi em 1969, Abílio Manoel. O cantor do sucesso 'Pena Verde' morreu devido a um enfarto, aos 63 anos de idade. Contemporâneo da Jovem Guarda, o cantor dedicou-se mais ao estilo MPB e teve presença destacada nos anos 60 e 70.

Abílio estava em férias na Bahia e tinha programado para hoje, quarta-feira, a volta para São Paulo, onde morava. De acordo com a filha do cantor, ele passou mal durante a noite e foi levado para o hospital, mas não resistiu.

Nascido em Portugal, era então estudante de física na USP quando optou pela música. O cantor e compositor Abílio Manoel foi vencedor de vários festivais universitários no Brasil e Chile. Mas se consagrou após 1969, ao vencer o Festival Universitário da TV Tupi.

Entre os maiores sucessos do cantor estão “Pena Verde”, “Andreia”, "Tudo azul n'América do Sul", e “Luiza Manequim”. O corpo do cantor vai ser cremado no cemitério da Vila Alpina, em São Paulo.

Fonte: Portal de Notícias Agora Vale

quinta-feira, junho 17, 2010

Músico do Parliament Funkadelic morre aos 56 anos nos EUA



Funkadelic - (Not Just) Knee Deep


O guitarrista Garry Shider, 56, fundador da banda Parliament Funkadelic, morreu ontem nos Estados Unidos de complicações de câncer no cérebro e no pulmão, informa o site Star Ledger.

Em 1997, os 16 membros da banda entraram para o Hall da Fama do Rock and Roll.

Shider era conhecido por usar fraldas gigantes durante suas apresentações ao vivo, e era um dos poucos membros originais da banda que ainda seguiam ativos.

Fonte: Folha Ilustrada SP

quarta-feira, junho 16, 2010

Fire in Soweto

Dia da Juventude: O massacre a favor da Consciência Negra


Fire in Soweto - Sonny Okossum



JOANESBURGO - A Copa do Mundo favorece a celebração, especialmente em dia de jogo da grande anfitriã com uma equipe tradicional, forte e que promete fazer um belo espetáculo. A partir das 20h30 (15h30, de Brasília) África do Sul enfrenta o Uruguai, mas não é apenas a partida que faz do dia de hoje mais especial. Há 34 anos, ainda durante o apartheid, o 16 de junho entraria para a história do país, devido a um evento trágico.

Mas de 10 mil estudantes (recebidos a bala) foram às ruas de Soweto com cartazes que diziam: “Abaixo o Afrikâans”. Eles falavam zulu, xhosa, tsonga, sotho e as outras línguas locais desejando seguir devotos à própria cultura, sem a obrigação de aprender o idioma dos colonizadores. “Por que falar a língua de um povo que nos aprisionou? Já tínhamos que seguir muitas regras. Não podíamos freqüentar os lugares onde tínhamos nascido e aí queriam nos obrigar a falar afrikâans?”, perguntou o sul-africano Thebo Moklate, de 50 anos, que vive em Soweto, o cenário de um dos maiores massacres estudantis do período do apartheid. A foto de Hector Pieterson (de apenas 12 anos), morto após o ataque violento da polícia, ficou eternizada. Rodou o mundo, levando repúdio ao sistema implantado na África do Sul, que apenas naquele ano matou cerca de 700 jovens em protestos ao longo dos meses.

Steve Biko: o líder da Juventude



A revolta contra o governo foi influenciada por Steve Biko, um dos grandes ativistas sul-africanos e fundador do movimento Consciência Negra, proibido pelo governo após o massacre. Inspiração dos estudantes, Biko também foi o fundador, em 1968, da União Nacional de Estudantes Sul-Africanos tornando-se presidente honorário da Convenção dos Negros em 1972. Devido ao seu ativismo contra o apartheid em 1973, ele foi banido pelo governo, sendo proibido de se comunicar com mais de uma pessoa por vez. Nesse mesmo ano, a Organização das Nações Unidas considerou o apartheid um crime contra a humanidade. Mesmo assim, ele encontrava mecanismos de burlar o exílio para levar à mensagem de valorização da raça negra.

O propósito dele era que os negros entendessem que eles não eram inferiores, que eles poderiam sim ocupar cargos importantes na terra onde nasceram. O que se tornou realidade apenas após o fim do apartheid... A sul-africana Thefubi Mshane acredita que as ideias de Biko transformaram a percepção dos negros em relação às suas capacidades. As profissões de seus ancestrais sempre estiveram ligadas às atividades secundárias, cuja maior exigência não era a técnica ou a intelectual. Eles dificilmente conheciam um professor, médico, e principalmente um engenheiro negro. “Nós não tínhamos nem a possibilidade de sonhar em seguir algumas carreiras. Poucos conseguiam. Hoje, os jovens negros tem chances maiores”, disse a moradora de Soweto ao JB.

Poucos negros chegavam à universidade, e menos ainda saíram do país para estudar no exterior. Havia um abismo entre o potencial intelectual explorado entre brancos e negros. Isso já estava tão inerente, tão assimilado que dava a sensação de que o cenário seria permanente, eterno.

Sistema de ensino para os negros era limitado

Um cenário que era mudado pelo discurso autoconfiante de Biko que alimentava o ego desnutrido e raquítico dos negros. Vale ressaltar que desde 1955, o governo implantara um sistema de ensino específico para os negros, que tinha como lição principal ensinar que os mesmos eram inferiores. As aulas e todo o sistema orientavam os sul-africanos de pele escura para um mercado de trabalho não-qualificado. Muitas matérias foram excluídas, já que não eram necessárias à formação de um aluno negro. Os investimentos no ensino da população negra foram reduzidos drasticamente e os salários dos professores também. Milhões de negros protagonizaram esse abismo na educação do próprio país, que gastava com os negros um décimo do que era gasto com os brancos. As escolas dos negros eram muito precárias. Muitas não tinham eletricidade, nem água corrente.

Antes da tentativa de instituir o afrikâans, o governo tornou o inglês obrigatório nas escolas dos negros. Muitos se recusavam e não se esforçavam. E isso não era coisa muito antiga não. Na adolescência de Thebo ele viu muitos casos como até mesmo em Soweto. Nas áreas mais carentes e rurais espalhadas pela África do Sul ainda há muitos negros que não entendem bem o idioma. Grande parte desses não foi à escola, mas há os que simplesmente se recusaram aprender. De certa forma, o inglês foi uma solução para que sul-africanos, independentemente da raça, pudessem interagir com outros grupos. Mesmo a contragosto, os negros entendiam essa necessidade.

“Eles nos chamavam de kaffir, (expressão ofensiva direcionada aos negros como a versão sul-africana do níger), enquanto nós tínhamos que chamá-los de baas, (senhores em afrikâans). E depois disso, ainda tínhamos que conhecer a cultura deles...”, contou Thebo, que se recusa a falar um Hallo (Olá, em afrikâans), apesar de o seu maior ídolo saber muito bem a língua dos baas.

Como Mandela seduziu seus detratores



Conforme os movimentos de repressão ao apartheid foram se intensificando e as retaliações ficando mais agressivas, Mandela pensou que o melhor caminho para a África do Sul seria dar dignidade aos negros de forma pacífica, fazendo alianças e conquistando, aos poucos, seus maiores inimigos. Mesmo atrás das grades, ele exercia grande influência sobre o mar negro que se formava a cada protesto. Naquele momento, Mandela queria influenciar os brancos.

O jogo de sedução que durou duas décadas levou o primeiro presidente sul-africano negro a estudar afrikâans. Além da língua, ele aprendeu sobre seus gostos, costumes, medos e paixões. De opositor, ele tornou-se admirador de rúgbi, um conhecedor nato que intrigava até mesmo os brancos mais especialistas. Conhecendo a cultura do inimigo, Mandela pode se aproximar e se mostrar aos seus detratores. Ele tratava os policiais com gentileza e seriedade. Acabou criando muitos amigos desta forma e levou o sonho da democracia para seu povo.

Foi uma estratégia lenta que ofereceu um novo caminho para o banho de sangue que era esperado. Mas enquanto Mandela aprendia a língua dos afrikâaners, encarcerado na Robben Island, os jovens de Soweto repudiavam a sua obrigatoriedade iniciando uma série de confrontos que começaram no dia 16 de junho de 1976, deixaram mais de 700 estudantes mortos e milhares de feridos durante o ano.

Ídolo dos jovens, Biko era contra as lições de inferioridade dada aos negros por ordem do governo branco. “Ele queria que os negros tivessem a consciência de sua capacidade e que ocupassem importantes postos na sociedade”, falou Thebo. Mesmo exilado e vigiado 24 horas pela polícia, Biko influenciava, inspirava e conspirava a favor de uma África do Sul justa.

Em uma de suas escapadas, especificamente no dia 6 de setembro de 1977, Biko ele foi reconhecido em uma blitz e levado para a prisão. Durante dias consecutivos, ele sofreu inúmeras agressões. Em 11 de setembro, foi diagnosticado com uma lesão cerebral. Os policiais não o levaram para o hospital mais próximo optando pelo de Pretoria, que ficava a quase mil quilômetros da prisão na Cidade do Cabo. Biko morreu a caminho e o governo alegou que o motivo da tragédia teria sido a greve de fome. Uma inverdade que logo ganhou o mundo graças a um branco: Donald Woods.

Um branco a favor da juventude negra

Donald Woods era descendente britânico e sua família estava há cinco gerações na África do Sul, especificamente em Eastern Cape, que o ajudou na fluência em afrikâns e xhosa, já que a província reúne muitas fazendas de afrikâaners e a concentração do povo xhosa. Desde que o Partido Nacional assumiu o poder, o editor-chefe do Daily Dispach, veículo que seguia uma política anti-apartheid começou a questionar as regras separatistas. Ele rejeitou até mesmo a política de assentos na redação do jornal, permitindo que negros, brancos e coloureds sentassem lado a lado.

Porém, mesmo em desacordo ao regime, ele tinha um receio quando às idéias de Biko, que aos olhos do governo, eram revolucionárias e perigosas. Woods foi conhecer Biko e ficou extremamente tocado. Com exceção dos policiais, os brancos não conheciam de perto a realidade de seus conterrâneos, que viviam a margem de sua comodidade. Woods passou a experimentar esse lado sul-africano na companhia do líder negro. Logo os dois de origem tão distantes, de mundos tão diferentes começavam a falar a mesma língua. Woods se tornou um grande amigo e confidente de Biko.

E por isso ele tomou para si a responsabilidade de contar ao mundo o que, de fato, tinha acontecido ao amigo. Foi ele quem ordenou que seu fotógrafo tirasse registrasse o corpo de Biko ainda no necrotério provando que ele havia sido brutalmente agredido e que a causa de sua morte não era um suicídio por enforcamento, mas sim um terrível espancamento. Woods desmascarou a justiça sul-africana tornando-se consequentemente um grande inimigo do governo. Para Idah, que também vive em Soweto, o sul-africano se tornou um exemplo de luta pela igualdade. “Woods não era um branco como a maioria. Ele tinha mais sensibilidade e estava cansado de tanta impunidade. Certamente ele foi um dos que teve importância na luta contra o regime”, opinou Idah.

O jornalista foi para Londres onde conseguiu asilo político tornando-se um porta-voz do ativismo anti-apartheid. Espalhou pela imprensa mundial as fotos com as marcas no corpo de Biko e publicou um livro com a sua história, uma biografia do grande líder da Consciência Negra que leva o nome do próprio personagem. O retorno à África do Sul antecedeu as primeiras eleições democráticas do seu país. Nas eleições do dia 27 de abril, reconhecendo os seus esforços, a multidão que aguardava para votar, deu a ele um lugar de honra para que ele pudesse ser o primeiro a votar. Mas mesmo com as provas de Woods, o Ministério Público anunciou em 2003 (dois anos após a morte de Woods em decorrência de um câncer) que os policiais envolvidos não seriam processados. O Estado não se responsabilizava.

Fonte: NATALIA DA LUZ, JB Online

segunda-feira, maio 31, 2010

Negro é Lindo e Carlos Dafe no Indiano - EU FUI !

Fóto: Almir Martins/NL

Desde quando começamos a fazer bailes, no finalzinho dos anos 70, início dos anos 80, nossa vontade era um dia, trazer o Dafé para tocar em nosso baile... 29 de Maio é um Dia para ficar na História da Família Negro é Lindo...

Um Sonho de muitos Anos foi realizado...

E foi em grande estilo, com a presença e colaboração de Vocês, que sempre nos acompanharam fielmente, desde os bailes nos porões de lanchonetes, dos bailes de rua no Bandeirantes, dos bailinhos nos quintais cobertos com lonas de caminhão iluminados por “strobos” , “Luz Negra” e “Globos”...

Muitas coisas aconteceram até que este sonho fosse realizado... Ganhamos Novos Amigos, Perdemos alguns Velhos Amigos...

Inclusive, dedicamos esta Festa não só, aos Amigos que já não estão entre nós fisicamente,os quais estarão SEMPRE presentes em nossos Corações, mas principalmente, aos Amigos que estão presentes em Vida...

VOCES são e sempre serão a razão do nosso esforço em fazer cada vez mais, Festas como esta !...

Por isso, AGRADECEMOS do fundo de nossos Corações, a presença e o entusiamo de todos VOCES !... A EMOÇÃO de cada um, a ENERGIA que rolou na Festa, tudo isso é fruto da UNIÃO e da AMIZADE recíproca de toda Família Negro é Lindo...

Algumas palavras devem ser lembradas sempre que falarmos desta Festa... HUMILDADE, AMIZADE, SIMPLICIDADE, LEALDADE, PERSEVERANÇA e acima de tudo, RESPEITO.

Estamos orgulhosos de tê-los como nosso seguidores, como parte de nossa Família... A Família Negro é Lindo...

Outras Festas virão... Esperamos poder contar com a presença e energia de todos VOCES novamente...

DEUS abençoe cada um de VOCES !...

Fóto: Almir Martins/NL

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

20 Anos da Libertação de Nelson Mandela


JOHANESBURGO - Os sul-africanos se reuniram nesta quinta-feira para comemorar os 20 anos da libertação de Nelson Mandela, que ficou preso durante 27 anos. Milhares de pessoas se encontraram em frente à conhecida prisão Victor Verster, último centro pela qual o líder passou, em 1990. A multidão se reuniu em volta da estátua de bronze erguida em 2008 e que representa o primeiro passo de Mandela como um homem livre. Há exatos 20 anos, Mandela deixava a detenção de mãos dadas à então esposa, Winnie.

- Nós sabíamos que a libertação dele significava a chegada de nossa libertação - disse Cyril Ramaphosa, líder do Congresso Nacional Africano (CNA).

Apenas quatro anos após a libertação de Mandela, os sul-africanos enfrentaram a primeira eleição multirracial, tornando o ativista o primeiro presidente negro.

Mandela dedicou sua vida à luta contra o domínio branco, deixando a Universidade de Fort Hare no início da década de 1940, antes de concluir seus estudos. O ativista foi um dos primeiros a defender a resistência armada ao Apartheid, tendo entrado na clandestinidade em 1961 para fundar a ala armada do CNA, Umkhonto we Sizwe (a Lança da Nação). Mandela foi libertado em 11 de fevereiro de 1990. Um ano depois, foi eleito presidente do Congresso, e em maio de 1994 tomou posse como primeiro presidente negro da África do Sul. Mandela usou seu prestígio para buscar a reconciliação, criando a Comissão da Verdade e Reconciliação para investigar crimes cometidos por ambos os lados na luta contra o Apartheid.


Mvuso Mbali, de 37 anos, estava na multidão desta quinta-feira e disse que estava na mesma prisão há 20 anos.

- E ainda me lembro claramente o que aconteceu - disse ele. - Hoje, estamos reinventando a nossa liberdade e unindo o nosso povo para seguir os valores de Mandela.



Fontes: Youtube e Globo.com